Cinema

“Como ser solteira”: uma comédia pra refletir

 

 

Assisti esse filme, Como ser solteira, este final de semana e achei interessantíssimo refletir sobre ele. Estava à procura de uma comédia atual, e embora o elenco não me chamasse atenção, o trailer chamou. O foco do filme, é na personagem de Dakota Johnson, Alice, mas há outros coadjuvantes, de mesma importância, no âmbito da solteirice. O filme começa com Alice querendo “dar um tempo” num namoro estável, com a premissa da busca por ela mesma, ou seja, de saber quem ela é, ou conhecer a si mesma. Alice sempre pulou de um namoro a outro, e nunca teve chance de passar um tempo sozinha, e vai à Nova York em busca de novos horizontes. Ela fica na casa da irmã, Meg, interpretada por Leslie Mann, uma solteirona na beira dos 40, convicta de sua super independência e conhece outra solteirona “experiente” e porra louca, Robin, interpretada por Rebel Wilson, no escritório onde consegue um emprego. A história das três é interligada à alguns outros personagens, também solteiros, inclusive uma quarta mulher, Lucy, solteirona em busca do par perfeito, interpretada por Alison Brie, embora ela não tenha uma ligação direta com as outras três. O filme retrata o dia a dia dessas mulheres, e suas formas bem típicas de lidar com a solteirice. Alice querendo se aventurar, Robin a aventureira, Meg a desiludida, e Lucy a sonhadora desesperada. Me chamou atenção, pois, são comportamentos muito típicos, principalmente de mulheres de 30 e poucos anos. Impossível não se identificar. O filme reflete muito a questão do se relacionar, os comportamentos líquidos, as pré-concepções distorcidas perante as desilusões passadas, a busca incessante em estar com alguém por estar, ou de não estar com ninguém, pra não se machucar, e traz essa alusão do auto-conhecimento, de se perceber nas relações e encarar o que está por trás disso e retrata também a solidão, percebida ou não. 

Achei um filme bem atual, que emplaca bem os comportamentos cotidianos, e reflete muito bem tudo isso. Embora tenha uma pegada bem jovial, não é um besteirol, embora seja uma comédia. Boa por sinal, me arrancou algumas gargalhadas. Super indico, pra quem está solteiro ou não, porque nos remete a pensar onde estamos e pra onde estamos indo, quando o assunto é relacionamento afetivo. Sobre a importância do estar sozinho por opção, sobre auto-conhecimento e sobre romper paradigmas e nos deixar livres e abertos pro que tiver que vir, abrir mão das convicções, com a ressalva de que tudo, deve ser por opção. Seja de estar sozinho, seja de estar com alguém, por que independente disso, somos inteiros.

 

Se você assistiu, deixe seu comentário aí!

 

Um beijo.

Fotos: Reprodução / IMDB

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2 pensamentos sobre ““Como ser solteira”: uma comédia pra refletir

  1. ainda não, mas o trailler é super engraçado mesmo. Tenho curiosidade de ver a Rebel Wilson interpretando outros papeis, ela sempre faz a gordinha prafrentex. não q isso seja ruim mas da aquela impressão q na verdade ela mesmo q é assim sabe? não um personagem… obrigada pela dica, vou procurar o filme

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    • Oi Elieth! Confesso que não gostei muito da interpretação da Rebel, acho que se fosse uma atriz mais carismática, e ia cair melhor no papel, mass… o filme é muito legal, recomendo super! Muito obrigada pelo comentário! Seja bem vinda e volte sempre!

      Um beijo!

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